quarta-feira, 1 de junho de 2011

Como atuam a insulina e o glucagon no controle da glicemia pós-prandial (após a refeição)?

Após a refeição, o alimento sofre o processo digestivo, transforma-se em glicose e entra na corrente sanguínea. Conforme os níveis de glicose no sangue aumentam, o pâncreas libera o hormônio insulina, responsável por retirar a glicose da corrente sanguínea e deixá-la entrar nas células do corpo.



Parte desta glicose do sangue é armazenada no fígado como glicogênio. Quando os níveis de glicose sanguínea estão muito baixos (hipoglicemia), o fígado libera esta glicose. À medida que a glicose entra na célula, os níveis de insulina secretada pelo pâncreas diminuem e a glicose que foi armazenada no fígado volta para a corrente sanguínea, com a ajuda do hormônio glucagon (também secretado pelo pâncreas). O glucagon ajuda para que não ocorra hipoglicemia.


A hipoglicemia pós-prandial é comum em pacientes que apresentam hiperinsulinismo (secreção excessiva de insulina pelas ilhotas de Langerhans do pâncreas) e em pacientes gastrectomizados (devido à rápida absorção de glicose e resposta exagerada à insulina). A hipoglicemia de jejum pode ocorrer por deficiência de glucagon.


O nutricionista deve orientar quais alimentos devem ser consumidos nas refeições, assim como aqueles que devem ser evitados, como, por exemplo, alimentos ricos em carboidratos simples, que aumentam a secreção de insulina. A orientação deve ser individualizada e de acordo com cada caso.